Aprendendo Thumbpicking

Um thumbpicker fominha em Punta del Este.

Já faz uns 3 anos que comecei a tocar no violão o estilo conhecido como thumbpicking (alguns também chamam de fingerpicking, embora esse termo parece ser mais genérico).

Desde piá eu já tocava um pouco de violão e teclado, e sempre tive vontade de tentar emular no violão o que conseguia no teclado: tocar a melodia ao mesmo tempo que a base. A primeira vez que vi isso ser feito de verdade, sem deixar nada sobrando, foi há mais ou menos uns 3 anos atrás, quando vi um vídeo do Tommy Emmanuel no Youtube.

Tommy Emmanuel

Tommy Emmanuel em algum show fenomenal por aí..!

Se você gosta de violão/guitarra, e ainda não conhece o nome Tommy Emmanuel, pare de ler esse texto agora mesmo e vá catar alguns vídeos do Tommy no Youtube! Aliás, vá mesmo que você nem curta muito o tal do violão! O Tommy é muito mais do que um baita músico, a chance é que você vai se abobar de qualquer forma. Pode começar com esse vídeo de Guitar Boogie, ou com a versão dele de Purple Haze.

Pois bem, o estilo que Tommy desenvolveu é em boa parte o thumbpicking de Chet Atkins, que desenvolveu o próprio estilo de tocar melodia em cima de baixos alternados tentando reproduzir o que ouvia de Merle Travis. Travis, por sua vez, desenvolveu o seu estilo a partir do country blues que era tocado pelos negros americanos da sua região.

Enfim, a origem da coisa toda é muito interessante, mas eu obviamente só fui descobrir essas coisas pesquisando bastante depois. Eu comecei nessa parada mesmo, basicamente, a partir dessa pequena lição do próprio Tommy: http://www.youtube.com/watch?v=YoqG7PO-MHs

Nesse vídeo ele conta, entre outras coisas, de quando ele ouviu no rádio pela primeira vez Chet Atkins tocando a melodia, o baixo e o ritmo, tudo ao mesmo tempo. Ele prossegue explicando como ele treinou a independência do polegar dos outros dedos da mão direita, ainda quando era criança, para conseguir fazer a mesma coisa. E foi assim que fui iniciado, treinando os exercícios que ele ensinou nesse vídeo (deixando os amigos doidos), tentando incorporar nas músicas que eu já tocava, tentando em outras que aprendi depois, e tirando algumas músicas do Tommy e Chet.

Meu objetivo é tentar passar essas mesmas idéias aqui, no nosso bom português, pra quem também quer aprender esse jeito de tocar. Então, vamos lá!

Nota: No fim do post, está uma lista com os links para todos os exercícios propostos (áudios & tablaturas), assim você pode baixar e estudar com calma. As tablaturas são meramente uma ajuda pra quem achar mais fácil assim. Se você já toca “por ouvido” e não manja tablaturas, nem esquente a cabeça e vá pelo áudio mesmo.

Baixo alternado

A primeira coisa que você precisa começar a fazer pra desenvolver a independência na mão direita, treinar o baixo alternado com o polegar sozinho, o famoso dedão (em inglês, thumb – daí o nome thumbpicking). Esse é o famoso “boom-chick”, o som característico do estilo! Alguns exemplos de músicas: Locomotivation – Tommy Emmanuel, I’ll see you in My Dreams – Chet Atkins & Mark Knopfler, Thanks Chet – Robbie McIntosh.

O princípio é simples: você precisa abafar de leve as cordas mais graves que você vai usar para o baixo alternado, para que ele não se sobressaia e a melodia se destaque. Então, o primeiro exercício é exatamente isso: tocar o baixo alternado com abafamento, usando apenas o dedão.

Faça com a mão esquerda a posição aberta simples de Lá menor, e toque com o dedão nas 3 cordas graves alternando o baixo, tentando imitar o som que você ouve no áudio a seguir. Use o lado da palma da mão levemente encostado as 3 cordas de cima, para abafar um pouco o som.

Baixe a tablatura: Baixo Alternado

Se você nunca fez esse tipo de coisa antes, você vai descobrir que o seu dedão é um bicho muito teimoso! O danado do polegar não quer fazer o que você manda ele fazer! Não se preocupe se o começo for difícil. Insista um pouco, tenha paciência, e em algumas semanas ele vai estar que é um leque! :)

Uma coisa que você pode tentar, é deixar os outros quatro dedos encostados no tampo do violão, assim você se força a usar somente o polegar e deixar os outros dedos parados. Isso foi uma coisa que eu precisei fazer no começo por um bom tempo.

O detalhe desse exercício é tentar abafar apenas as 3 cordas graves que você vai utilizar para o baixo, deixando as 3 cordas de baixo livres e “desabafadas” pra você usar depois. Essa técnica de abafamento com o lado da palma é também conhecida como palm mute, e é muito usada por guitarristas que usam palheta.

Aliás, se você tiver uma dedeira dando sopa, pode tentar usá-la, se preferir. Eu comecei usando os dedos mesmo, e comecei a usar a dedeira depois. Isso não deve importar muito nessa hora, agora o importante é treinar a independência do dedão. Faça como for mais confortável pra você. Treine o suficiente para conseguir manter o dedão tocando esse exercício por um bom bocado de tempo, sempre com o lado da palma da mão abafando as 3 cordas graves.

Trazendo os outros dedos para a dança

Quando você achar que tá na hora, experimente tentar colocar os outros dedos na dança. Ainda mantendo a mão esquerda fazendo a posição aberta de Lá menor, toque no tempo forte com os outros três dedos seguinte nas outras três cordas, enquanto faz o baixo alternado com abafamento nas três cordas de cima. Tente imitar o som do áudio:

Baixe a tablatura: Acordes no Tempo Torte + Baixo_alternado

Novamente, se é a primeira vez que você faz algo parecido, você vai perceber o dedão teimoso! Quando você coloca os outros dedos pra tocar o acorde, o danado se rebela… Tente trabalhar nisso até achar que está bom.

Não esquente a cabeça em ficar perfeito logo de cara. Você está treinando sua mão pra fazer um troço que ela não tá acostumada, vai levar um bom tempo até o som sair estável. O negócio agora é o dedão ficar independente dos outros dedos. O som você trabalha pelo resto da vida depois… ;)

A seguir, quando você achar que está pronto, adicione uma outra puxada no acorde com os outros dedos, no contratempo, como no áudio a seguir:

Tablatura: Acordes no contratempo + Baixo_alternado

Dependendo de como você estiver, esses 3 exercícios podem levar dias, semanas ou até meses. Pra mim, levou alguns meses até o som começar a soar mais natural. Eu nunca fui realmente muito disciplinado com essas práticas todas, mas o ideal é você manter a consistência. 15 minutos por dia é mais importante que 6 horas só no final de semana.

Minha sugestão é que você faça no seu ritmo, sem estresse. Mas sempre sabendo que se não está treinando, também não vai simplesmente conseguir tocar de repente.

Mudando os acordes e rascunhando melodia

Até agora, nos exercícios você estava com a mão esquerda parada e repetindo um padrão na mão direita várias vezes seguidas. Experimente agora mudar de acorde, mantendo o baixo alternado com o dedão: comece em Lá menor e vá para Mi maior, e depois volte, imitando o áudio.

Tablatura: Base thumbpicking – Trocando acordes

Repare que quando muda o acorde, temos que recomeçar o padrão de alternar baixos em outra corda para tocar a tônica (raiz) do acorde no tempo forte. Quando em Lá menor, o baixo alternado deve começar em Lá (5a corda), quando em Mi maior, o baixo alternado deve começar em Mi (6a corda).

Esse é outro exercício que vai empoderar bastante seu dedão. Quando você consegue tocar com as duas mãos acompanhando as mudanças, você pode tocar qualquer música que encaixe nesse ritmo! Você pode criar seus próprios exercícios usando outros acordes, cifras de músicas que você conheça, cantigas de roda, enfim!

A seguir, o próximo exercício é dar mais serviço para os outros dedos, sempre mantendo o dedão no baixo alternado. Você vai colocar alguns padrões de dedilhado, e o dedão não pode parar. Volte para os exercícios anteriores se necessário, comece só com o dedão, e aos poucos comece a usar os outros. O áudio:

Tablatura: Base thumbpicking com dedilhado em cima

Por fim, o último exercício é uma variação do anterior, em outro tom e com um padrão um pouquinho mais complicado. Todavia, o princípio é o mesmo: mudar de acorde, dedilhando com os dedos nas cordas de baixo, e o dedão sempre fazendo o baixo alternado.

Tablatura: Base thumbpicking em Dó maior

Músicas simples de exemplo para estudar

O resto agora é com você, meu nego! :)

Fazer o que a maioria dos outros violeiros/guitarristas têm preguiça: aprender músicas novas!

Para o pontapé inicial, gravei essas versões de Aloha Oe e Windy and Warm pra esta pequena lição de thumbpicking. Você pode começar trabalhando nelas, ou achar outras no YouTube (Freight Train é uma boa).

Exemplo de Thumbpicking – Aloha Oe

Exemplo de Thumbpicking – Windy & Warm

Não deixe de conferir as versões de Windy & Warm de Tommy e Chet no Youtube. Só do Tommy tem várias versões, uma melhor que a outra…

E aprenda mais músicas. Dizem que músicas são os melhores professores. Copie as versões dos outros, faça as suas versões.

Pra você não se frustrar, comece com músicas simples. Se as que você já tentou estão fáceis, tente aprender algumas do Tommy Emmanuel ou do Chet Atkins, olhando os vídeos no Youtube, ou catando algumas tablaturas por aí. Se todas estiverem fáceis, me avise, que vou querer fazer aula com você. :D

No más, acho que era isso! Quaisquer dúvidas, sugestões ou correções, deixe um comentário ou mande um email, que responderei assim que puder.

Lista dos exercícios dessa lição:

Os arquivos de áudio estão publicados num set do excelente SoundCloud:

E as tablaturas estão aqui no blog mesmo:

  1. Baixo Alternado
  2. Acordes no Tempo Torte + Baixo_alternado
  3. Acordes no contratempo + Baixo_alternado
  4. Base thumbpicking – Trocando acordes
  5. Base thumbpicking + dedilhado
  6. Base thumbpicking em Dó
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A maleta do milhão

maleta do milhão

Anos atrás, eu estava numa sessão de conversação da escola de inglês (que por sinal, paguei caro e não valeu o retorno), e a professora pediu pra cada pessoa dizer o que faria se encontrasse uma maleta com um milhão de reais. Desperta a imaginação do pessoal, surgiram rapidamente novos adjetivos, verbos e substantivos do idioma da rainha na fala da galera, cumprindo a intenção da brincadeira (Ilustração roubada de: julianrod).

As respostas variaram entre os malandros que devolveriam a maleta pedindo uma recompensa, a galera bon-vivant que beijaria a maleta e torraria a grana viajando o mundo conhecendo gente nova e fazendo festa, e o pessoal consciência social que doaria tudo pra os pobres (hmm, talvez antes comprar um apartamento modesto. ahn, e mandar uma grana pra os pais também..!). A minha resposta: “Eu faria de conta que não tinha visto nada, deixava a maleta lá e ia-me embora! Dinheiro assim só traz azar…” Ok, pode não ser a resposta mais imaginativa do mundo, e certamente vem com uma carguinha de superstição (o que vem fácil, vai fácil) de brinde.
Todavia, acredito que seja uma superstição que é na verdade útil (principalmente se a maleta pertence a um gângster com o dobro do meu tamanho, ou a um golpista que me ludibriaria mais tarde), pois pensando desse jeito eu tendo a não ser ambicioso demais.

Dinheiro fácil é um atrativo pra muita gente – a Internet está cheia de tramóias que prometem ensinar como ganhar na Mega Sena (vender apostilas de tramóias vem a ser possivelmente o jeito mais fácil de lucrar com a Mega Sena), e tem muita gente que gasta considerável dinheiro e esforço montando esquemas pra ajudar a aumentar as chances. As famosas fraudes nigerianas fizeram a miséria de muita gente que caiu no conto de vigário contado em emails pessimamente escritos (a propósito, quem lê inglês se divertirá com a história do cara que sacaneou o spammer nigeriano). E tudo isso, por acreditar na falsa premissa de que mais dinheiro é igual a mais felicidade.

Bem, eu provavelmente não vivi o suficiente pra poder opinar com muita propriedade sobre assuntos financeiros (ainda tenho muitas más decisões a tomar pela frente :), mas o pouco que já vivi me é suficiente pra corroborar o seguinte princípio: “Você DIFICILMENTE vai ser mais feliz do que você é agora, com mais dinheiro do que você tem agora.”

Aparentemente, todo mundo sabe disso, mais ou menos. Ao mesmo tempo, todo mundo ainda quer ganhar um pouco mais, e acaba eventualmente pensando que só fala esse tipo de coisa quem já tem uma vida confortável, emprego razoável, etc e tal. Bem… talvez isso tenha sua parcela de verdade. Ainda assim, é certo que quem não consegue se satisfazer com um salário mirrado, dificilmente vai aprender a ser feliz com um salário maior. Porque um salário maior pode até trazer um pouquinho mais de conforto, mas não vai mudar muito o jeito que você funciona.

O pensamento de que a gente seria mais feliz se tivesse mais dinheiro está diretamente relacionado com um viés cognitivo conhecido como ancoragem (a Wikipedia em inglês tem um ótimo artigo a respeito). Ancoragem se trata da tendência humana de confiar demais em um determinado dado ou informação (a “âncora”), na hora de tomar uma decisão. O exemplo da Wikipedia é, na busca de um carro usado para comprar, focar excessivamente no ano ou no registro do odômetro (ancorando o valor do veículo à essa informação), em vez de nas condições de manutenção do motor e da transmissão, e do veículo em geral.

Com o salário mensal é a mesma coisa: ancoramos trouxamente os números no contracheque ao nosso bem estar em geral! Quando vem um aumento, o efeito na felicidade vem e vai, e passa pouco antes ou depois de logo. O satisfeito seguirá satisfeito e o descontente, descontente (às vezes um pouco menos, às vezes um pouco mais).

E dinheiro fácil ganhado na loteria pode muito possivelmente ser a pior coisa que acontece na vida de alguém. Existem inúmeros casos em que os “sortudos” só se fodem com as consequências, ou porque não sabem administrar a grana, ou porque perdem a paz porque a família discordou do melhor jeito de gastar e se volta contra ele, ou porque tem um monte de malandro querendo se aproveitar. Quantos quiçá prefeririam nunca ter apostado…

Se o tempo e o dinheiro que as pessoas despendem nesses esquemas de dinheiro fácil (bolão, tramóia pra Mega Sena, jogatinas online, etc) fossem usados pra aprender alguma habilidade nova, ou estudar algum assunto de interesse, provavelmente seria uma fonte maior de felicidade, bem-estar e, por que não, talvez até de riqueza mesmo. Alguém pode descobrir que gosta de pintar, bordar, contar histórias, tocar um instrumento, fazer desenhos/vídeos engraçados, sei lá!, e acabar arranjando um novo ofício enquanto se diverte!

É bem possível que eu esteja sendo tendencioso escrevendo sobre isso tudo, porque neste momento estou em transição entre dois empregos, sendo que o salário no meu emprego atual compreende mais ou menos a metade do meu salário anterior (obtive um aumento de -50%, yay!). Por causa disso, muita gente veio me dizer que estou fazendo besteira, arruinando minha carreira, que não valia a pena, etc e tal. Aparentemente, são bem poucas as pessoas que sabem que, na verdade, eu não estou sacrificando nada!
Estou só tentando ser feliz.

E quer saber? Só de me dar conta que eu consegui sair de onde eu estava, e estou indo pra onde estou indo, já me dá um contentamento do caráleo! :D

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Vivendo alienado

Não tem problema!

Se eu não reconheço as referências a livros ou filmes supostamente clássicos ou nunca ouvi a banda que todo mundo conhece, não tem problema. Se não conheço o último meme do Twitter, nunca assisti o seriado da moda, nem uso a última versão do software/gadget que todo mundo tá usando… tá tudo tranquilo!

Com o passar do tempo, vou percebendo que perdi algumas coisas, mas não muito.

Eu costumava me importar com ficar boiando nas conversas, não entender as piadas, e às vezes, não ter a mínima idéia do que os outros tavam falando…

Todavia, a gente já convive com ruído demais. Temos música e literatura de vários séculos, filmes de várias décadas, mais o que existe na Internet, é devastador! Não temos muita opção senão confiar no nosso filtro nativo.

Tentar se manter atualizado ou “desalienado” custa muito caro, e é um custo que passa praticamente despercebido.

Os grandes artistas frequentemente usam as mesmas ferramentas a vida inteira, mudando pouco ou nada, só quando realmente não têm outra opção. Isso é porque conhecem o custo de um upgrade.

Se eu conseguir me concentrar no que é bom pra mim, tanto melhor.

Meu negócio é viver alienado e desatualizado, mesmo!

Will this lo-fi studio work?
Imagem de: neofob

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Tocar vídeo ou música em outra velocidade mantendo o tom

Alguns meses atrás descobri o Play it slowly, um programa para tocar arquivos de áudio em velocidades ou alturas diferentes. Você pode usá-lo para, por exemplo, ouvir uma música no mesmo tom da original mas com um ritmo bem mais lento (útil para aprender as notas de um solo complicado), ou ainda ouvir um podcast numa velocidade um pouco mais rápida sem transformar a voz do palestrante na de um ratinho. (Tem um equivalente para Windows, Best Practice, grátis e livre assim como o Play it slowly).

Frequentemente eu preciso fazer algo parecido, mas com um vídeo. A melhor alternativa que encontrei, até agora, é utilizar o plugin scaletempo do mplayer:

mplayer -af scaletempo video.avi

Tendo iniciado o mplayer assim, basta usar os atalhos [ ou ] (abre e fecha colchetes) para reduzir ou aumentar a velocidade, respectivamente! Para o mplayer sempre carregar o plugin scaletempo para qualquer arquivo, coloquei no meu ~/.mplayer/config a diretiva:

af=scaletempo

Era isso! :)

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Steve Yegge é meu herói!

Steve Yegge é meu herói!

Já que ele voltou a escrever no blog (dois posts na mesma semana, yay!), obrigo-me a escrever aqui também. A gente acaba criando uma relação afetiva com certos feeds, que quando aparece um post novo o seu dia melhora, nem que seja um pouquinho.

De quando em vez, eu faço uma limpa nos meus feeds, e removo os que estão com muito ruído, ou que eu não esteja mais interessado, ou ainda, que dá pra arriscar ficar desinformado. Mas o feed do Mr. Yegge veio pra ficar. Mesmo que ele poste somente uma vez por ano. Take all the time you want, Steve! No need to hurry, we’ll be listening. We are glad you’re back, but you don’t need to care. Just… thanks, man! :)

Por causa desse senhor Yegge, eu acabei aprendendo algumas coisas imporantes. Eu certamente não sou importante, e talvez essas coisas acabem não sendo tão importantes assim, mas é que, nos contextos que eu estive, essas coisas foram importantes pra mim. O problema é que, o tempo vai passando, e eu vou achando que já aprendi essas coisas importantes, e aí vou esquecendo, devagaritcho. Quando percebo, oh boy, tô fazendo tudo errado, de novo!

Talvez a mentalidade correta seria, eu ainda estou aprendendo. É isso! Então, por causa do senhor Yegge, eu acabei não aprendendo coisas importantes, mas acabei aprendendo que elas são importantes, e que eu preciso seguir tentando aprender.

Por isso, que eu tô indo reler novamente os rants antigos do Steve, pra aprender que sou um péssimo programador e preciso aprender com os melhores que eunão devo ter medo de código, o melhor jeito de escolher projetos é fazer pra mim mesmo, compiladores importam e eu tenho que escrever um, o tempo que leva é o tempo que leva, e o resto que eu uh… esqueci já! Tá vendo? Eu preciso mesmo reler!

Espero que o Steve Yegge não se importe que eu descreva o blog dele quase como um livro de auto-ajuda. Mas… pra mim funciona. Então, licençinha, que os rants são compriditos!

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